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A man in medieval robes reads a scroll in a stone chamber while a crowned king looks on, with a large inscribed black monolith in the background.

A man in medieval robes reads a scroll in a stone chamber while a crowned king looks on, with a large inscribed black monolith in the background.

O PRÍNCIPE E O RAPAZ DA ALDEIA Uma novela de fantasia, romance, magia e intriga PRÓLOGO — A PROFECIA Muito antes de Tomás nascer, os reis de Valéria receberam uma profecia. Não chegou por um mensageiro, nem por um sonho, nem por nenhum dos meios habituais através dos quais os deuses costumavam falar com os homens. Chegou gravada em pedra, numa câmara escondida sob os alicerces do castelo, num compartimento que só foi descoberto quando o terceiro rei de Valéria, cavando fundações para uma nova ala, ouviu o eco oco de um martelo contra rocha que não devia estar oca. A pedra era negra, lisa como vidro polido, e fria ao toque mesmo em pleno verão. As letras nela gravadas pertenciam a uma língua tão antiga que os primeiros sábios levaram trinta anos a decifrá-la, e mesmo assim discordaram sobre o significado de certas palavras. Havia quem dissesse que a pedra não fora talhada por mãos humanas. O texto, uma vez traduzido, dizia: "Quando o sangue da coroa for ameaçado, aquele que nasceu sem nome erguer-se-á. Aquele que dominar a terra salvará aquele que nasceu para governá-la. Mas se os dois se unirem, o reino mudará para sempre." Durante gerações, a profecia foi tratada como um enigma de salão, um passatempo para reis entediados e conselheiros ambiciosos. Cada rei, ao subir ao trono, mandava reler a pedra, como quem consulta um oráculo que nunca responde com clareza. Alguns reis acreditaram que o salvador seria um guerreiro — um homem de armadura e espada, capaz de erguer Ver mais