jantar estava Ăłtimo, mas Rodrigo jĂĄ tinha comido tudo, sentia-se empanturrado e gostaria de se levantar da mesa. O problema era ser visita naquela quinta de Freixo de Espada Ă Cinta que pertencia a uns amigos dos pais. Ainda lançou um olhar Ă mĂŁe, a ver se lhe dava ordem de marcha, sĂł que ela, ocupada com a papa do irmĂŁo mais novo, nĂŁo captou a mensagem. Quanto ao pai, conversava animadamente com os donos da casa sobre um tal Jorge Ălvares que nascera ali na terra, hĂĄ 500 anos, e tinha uma estĂĄtua no largo principal. Todos pareciam admirĂĄ-lo imenso e nĂŁo se cansavam de repetir frases do tipo: «Devia ser um homem extraordinĂĄrio, porque partiu pobre, de mĂŁos a abanar, e conseguiu fazer fortuna.» «ExtraordinĂĄrio e corajoso. Lembrem-se de que viajar a bordo das naus rumo Ă Ăndia e Ă China nĂŁo era nada fĂĄcil.» «Pois nĂŁo. VocĂȘs jĂĄ pensaram nos riscos que corriam? Meses sem fim a bordo de navios sem conforto, falta de mantimentos, ataques de inimigos⊠E a natureza em fĂșria: ondas gigantescas, Voir plus